II Concurso de Poesia para estudantes: confira o edital

II Concurso de Poesia 2026 Academia Ubajarense de Letras e Artes

A Academia Ubajarense de Letras e Artes (AULA) anunciou a realização do II Concurso de Poesia 2026, iniciativa voltada para estudantes de escolas públicas e particulares de Ubajara com idade entre 13 e 18 anos. O concurso tem como objetivo incentivar a produção literária entre os jovens, valorizar novos talentos e fortalecer a tradição poética do município.

Com o tema “Raízes de Ubajara – O Senhor da Canoa e a Memória do Tempo”, a competição convida os participantes a explorarem, por meio da poesia, aspectos da história, da cultura e das memórias que fazem parte da identidade ubajarense.

As inscrições são gratuitas e cada estudante poderá participar com apenas uma poesia inédita, escrita em língua portuguesa e em versos livres. Os trabalhos deverão ser enviados até o dia 7 de agosto de 2026 para o e-mail academiaubajarense@gmail.com com as informações do aluno, como: Nome, idade, endereço, telefone e escola.

O certame será dividido em duas categorias: Ensino Fundamental, destinada aos alunos do 9º ano, e Ensino Médio, voltada para estudantes do 1º ao 3º ano. As poesias serão avaliadas por uma comissão formada por membros da Academia e convidados com reconhecida experiência literária.

Entre os critérios de avaliação estão originalidade, criatividade, adequação ao tema, qualidade da escrita e recursos poéticos utilizados pelos autores. O regulamento também estabelece que não serão aceitos textos produzidos total ou parcialmente com o uso de inteligência artificial.

LEIA O REGULAMENTO NA ÍNTEGRA

A premiação acontecerá em sessão solene no dia 20 de agosto de 2026, na Câmara Municipal de Ubajara. Os primeiros colocados receberão troféus e diplomas de honra ao mérito. Também serão premiados os segundos e terceiros lugares, além de professores e escolas que se destacarem.

 

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Francisco Mendes da Rocha, filho de Raimundo Mendes da Rocha e Maria Iria da Conceição, nasceu em 25/05/1925 no Sítio Amazonas, em Ubajara. Ainda criança, foi se criar no Sítio Murici — também conhecido popularmente como "Top" —, onde viveu boa parte de sua infância ao lado da família. Desde muito novo dedicou-se ao trabalho rural, ajudando o pai até os 24 anos de idade e contribuindo também para a criação dos irmãos.Naquele sítio, Francisco foi companheiro do pai nas obrigações da casa e da lavoura. Assumiu, desde menino, responsabilidades próprias de um adulto — um garoto de zona rural que já carregava nos ombros o cuidado com os irmãos mais novos. Esse compromisso precoce chamava a atenção de todos ao seu redor e revelava, ainda na infância, o homem dedicado que ele seria: o mesmo zelo que dedicou aos irmãos, mais tarde dedicaria também à formação e à educação dos próprios filhos. Casou-se com Alfríza Tomaz de Oliveira, com quem constituiu uma família de 11 filhos: José Tomás da Rocha, Raimundo Tomaz da Rocha, Cosme Jucelino Tomaz da Rocha, Damião Jucelio Tomás da Rocha, Margarida Tomaz da Rocha, Mairla Mendes Tomaz, Manuel Mendes Tomaz, Ricardo Tomaz da Rocha, Marleide Tomas da Rocha, Humberto Tomaz da Rocha e Alexandre Tomaz da Rocha. Após o casamento, foi morar no Sítio Boa Vista, propriedade que era sua, onde constituiu e criou sua família. Foi um homem dedicado à criação dos filhos e ao trabalho árduo na agricultura, transmitindo a eles o mesmo empenho que marcou sua própria trajetória. Tornou-se precursor de inovações no cultivo da cana-de-açúcar, preservando e aprimorando a variedade conhecida como cana-roxa, muito apreciada pelos agricultores da época, pois a cana tradicional não apresentava o mesmo rendimento e teor de açúcar que a roxa. Tinha também grande habilidade no trato com os animais: amansava bois para puxar o engenho e transportar a cana, mantendo sempre viva a atividade canavieira de sua propriedade. Em sua casa de engenho eram produzidos diversos derivados da cana-de-açúcar — rapadura, batida e cachaça. Produzia ainda o famoso tijolo de mamão, comercializado por muito tempo nas feiras locais, e experimentou também o tijolo de jaca, aproveitando a fartura da fruta na serra. A propriedade contava ainda com uma casa de farinha, equipada com os instrumentos necessários à produção da época. Fazia de tudo um pouco na agricultura. Foi um dos primeiros da região a plantar tomate, além de se destacar no cultivo de mamão e outras frutas. Na pecuária, criava vacas leiteiras, garantindo o sustento da família e contribuindo para o abastecimento da comunidade. Francisco Mendes da Rocha — o Chico Mendes — representou todo aquele povo trabalhador e agricultor ubajarense que, geração após geração, encontrou nesta terra fértil seu sustento e sua alegria. Sua história foi a de todo trabalhador que enfrentava a lavoura cedo, inovava quando faltava o caminho pronto e se dedicava, acima de tudo, a dar aos filhos a chance de oportunidades. Tinha como meta de vida a dedicação à cultura da cana-de-açúcar, à qual se manteve fiel até o fim de seus dias, numa época em que a atividade canavieira, aos poucos, foi se afastando da região, dando lugar à migração para outras culturas. Ao inaugurarmos este Engenho, homenageamos não só sua memória, mas essa abnegação e esse amor pela cana-de-açúcar — e, com eles, todo o povo de Ubajara que, com o mesmo suor e a mesma fé, lutaram para criar seus filhos e manter viva a força desta cultura canavieira. Depois de uma vida inteira dedicada à terra, ao trabalho e à família, Francisco Mendes da Rocha partiu para a morada do Pai em 01/04/2002, deixando atrás de si um legado de esforço, inovação e amor que permanece vivo em cada filho, em cada neto e em toda esta serra que ele tanto cultivou. Autores: Mairla Mendes e Alexandre Tomaz Organização da Biografia: Rosemberg Tomás

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