Por Marilene Eufrásio
É um casarão de sítio, recheado de histórias do passado. Um lugar de muitos trabalhadores com muito o que se fazer e, para mim, uma criança curiosa, era um lugar cheio de encantos e ótimo para brincadeiras e estripulias.
Hoje, já adulta, o casarão já não é tão grande mas continua misterioso.
Tomou a forma da casa de encontros e cheio de novidades.
Lá se descortinou esse mundo da literatura, o encontro com os artistas a escorrer como um rio por entre os corredores e cômodos.
Comecei a desvendar com respeito e paciência cada quarto, cada canto e corredor desta casa do engenho velho agora frequentada por tanta “gente do saber”, gente alegre, a começar pela empatia e acolhimento dos donos Joaquim e Terezinha.
Todos convivem na mais perfeita harmonia e todos os dias há motivo de festa.
No cômodo da fé, aprendemos com o amor de Santa Terezinha do menino Jesus, no cômodo do fogão de lenha nos deliciamos com as guloseimas e com o cheirinho precioso do café sendo torrado na hora.
No cômodo de dormir não tem quem não consiga cochilar em suas belas redes de varandas.
Já no salão e rol de entrada as cadeiras de balanço cantam para a gente relaxar.
E o cômodo maior? O verde tem de tudo nele e o que se planta se colhe, se consome e se multiplica.
É uma bênção estar na Casa do Engenho Velho com tantas coisas boas para viver e uma alegria enriquecedora de compartilhar momentos de amizade de com vocês.



