Versos dedicados a Maria Lira

Por Ilma Oliveira

Queria falar tão somente da graça que tive no tempo

Em que convivi com uma amiga com tanto entendimento

Explicava para mim o que era ser, em fim, um verdadeiro cristão

Tudo tinha, então, sentido, porque eu a escutava com mente e coração.

Não ensinava só com palavras, mas com exemplo também

Dizia sempre que a vida era vida quando se fazia o bem

Por isso ficava contente sempre que ia falar

Suas palavras eram suaves e prazerosa de escutar.

Abençoada a hora que conheci minha amiga Maria

De fundamental importância foi a sua companhia

Falar da minha amiga, estou sempre à vontade

Nosso convívio sempre positivo pela grande qualidade.

Na diferença da idade e conhecimentos adquiridos

Era cheia de saberes todos por ela já vividos

Complementavam-se os saberes pala diferença de idade

Ela tinha a experiência, eu tinha a boa vontade.

Com toda serenidade de uma vida bem-vivida

Ela soube ser capaz de aceitar a sua lida

Habilidade bastante pra lidar qual fosse a situação

E sabia conduzir todas com uma sábia solução.

Ela sempre me dizia: tudo na vida é passagem

Para resolver seja o que for tenha sempre serenidade

O melhor da nossa vida será sempre a tranquilidade

A vida é tão rápida e parece uma miragem.

Também deixou para todos o legado da alegria

Característica de quem sempre está no coração de Maria

Dedicada a igreja de corpo, alma e mente

Era no servir a Deus que a fazia contente.

Dizia-me com convicção: nosso dever é amar

A Deus do céu de coração, sem Ele não podemos estar

Em toda e qualquer idade Dele, só dele é a bondade

Que o amor Dele nunca falta, é só fazer caridade.

Quando quiser ser bom cristão, ame ao Senhor Jesus

Na hora do seu tormento, que Ele sempre conduz

Seguir a Ele é obrigação de todo e qualquer cristão

Basta entender que sem Ele não haverá salvação.

A salvação é difícil pra quem não acredita no amor

Ele sabia o quanto seria da Nossa Mãe tanta dor

Também do filho eterno que por nós morreu na cruz

Há de vir do coração fé, amor, compaixão e luz.

Grande conhecedora da verdadeira palavra de Deus

Por isso viveu em harmonia e simplicidade com os seus

Foi uma vida vivida dedicada a igreja e aos irmãos

Queria servir ao Pai por servir e nunca dizer um não.

Assim deixou para todos nós a riqueza de seu amor e fé

Entendendo que o Senhor Deus não foi, não será, Ele é.

Amar a Deus é o que importa tendo humildade de mente

O que o faz ficar feliz o Pai é ver o filho contente.

Resta a nós seguir em frente com zelo e esperança

E procurar crescer na humildade como se fosse criança

Que não sabe o que é maldade desse mundo de cruéis

Absolvidos em bens da terra não sabem a Deus ser fieis.

A plantação que fizermos da palavra do senhor

Será de grande sabedoria regar com cuidado e amor

O que iremos colher no futuro é o resultado da semente

Daqueles que sabem guardar os bons conselhos na mente.

Descanse em paz, minha amiga, que nós ainda aqui vivemos

Nesse pedaço de chão apenas com a oração é que a Deus chegaremos

Pedindo sempre ao Senhor para nos livrar da dor e a salvação buscar

Obediente na oração e também na eucaristia para salvação ganhar.

Siga o canal da Academia no WhatsApp e ative as notificações para receber novidades no seu celular.

Leia também:

Francisco Mendes da Rocha, filho de Raimundo Mendes da Rocha e Maria Iria da Conceição, nasceu em 25/05/1925 no Sítio Amazonas, em Ubajara. Ainda criança, foi se criar no Sítio Murici — também conhecido popularmente como "Top" —, onde viveu boa parte de sua infância ao lado da família. Desde muito novo dedicou-se ao trabalho rural, ajudando o pai até os 24 anos de idade e contribuindo também para a criação dos irmãos.Naquele sítio, Francisco foi companheiro do pai nas obrigações da casa e da lavoura. Assumiu, desde menino, responsabilidades próprias de um adulto — um garoto de zona rural que já carregava nos ombros o cuidado com os irmãos mais novos. Esse compromisso precoce chamava a atenção de todos ao seu redor e revelava, ainda na infância, o homem dedicado que ele seria: o mesmo zelo que dedicou aos irmãos, mais tarde dedicaria também à formação e à educação dos próprios filhos. Casou-se com Alfríza Tomaz de Oliveira, com quem constituiu uma família de 11 filhos: José Tomás da Rocha, Raimundo Tomaz da Rocha, Cosme Jucelino Tomaz da Rocha, Damião Jucelio Tomás da Rocha, Margarida Tomaz da Rocha, Mairla Mendes Tomaz, Manuel Mendes Tomaz, Ricardo Tomaz da Rocha, Marleide Tomas da Rocha, Humberto Tomaz da Rocha e Alexandre Tomaz da Rocha. Após o casamento, foi morar no Sítio Boa Vista, propriedade que era sua, onde constituiu e criou sua família. Foi um homem dedicado à criação dos filhos e ao trabalho árduo na agricultura, transmitindo a eles o mesmo empenho que marcou sua própria trajetória. Tornou-se precursor de inovações no cultivo da cana-de-açúcar, preservando e aprimorando a variedade conhecida como cana-roxa, muito apreciada pelos agricultores da época, pois a cana tradicional não apresentava o mesmo rendimento e teor de açúcar que a roxa. Tinha também grande habilidade no trato com os animais: amansava bois para puxar o engenho e transportar a cana, mantendo sempre viva a atividade canavieira de sua propriedade. Em sua casa de engenho eram produzidos diversos derivados da cana-de-açúcar — rapadura, batida e cachaça. Produzia ainda o famoso tijolo de mamão, comercializado por muito tempo nas feiras locais, e experimentou também o tijolo de jaca, aproveitando a fartura da fruta na serra. A propriedade contava ainda com uma casa de farinha, equipada com os instrumentos necessários à produção da época. Fazia de tudo um pouco na agricultura. Foi um dos primeiros da região a plantar tomate, além de se destacar no cultivo de mamão e outras frutas. Na pecuária, criava vacas leiteiras, garantindo o sustento da família e contribuindo para o abastecimento da comunidade. Francisco Mendes da Rocha — o Chico Mendes — representou todo aquele povo trabalhador e agricultor ubajarense que, geração após geração, encontrou nesta terra fértil seu sustento e sua alegria. Sua história foi a de todo trabalhador que enfrentava a lavoura cedo, inovava quando faltava o caminho pronto e se dedicava, acima de tudo, a dar aos filhos a chance de oportunidades. Tinha como meta de vida a dedicação à cultura da cana-de-açúcar, à qual se manteve fiel até o fim de seus dias, numa época em que a atividade canavieira, aos poucos, foi se afastando da região, dando lugar à migração para outras culturas. Ao inaugurarmos este Engenho, homenageamos não só sua memória, mas essa abnegação e esse amor pela cana-de-açúcar — e, com eles, todo o povo de Ubajara que, com o mesmo suor e a mesma fé, lutaram para criar seus filhos e manter viva a força desta cultura canavieira. Depois de uma vida inteira dedicada à terra, ao trabalho e à família, Francisco Mendes da Rocha partiu para a morada do Pai em 01/04/2002, deixando atrás de si um legado de esforço, inovação e amor que permanece vivo em cada filho, em cada neto e em toda esta serra que ele tanto cultivou. Autores: Mairla Mendes e Alexandre Tomaz Organização da Biografia: Rosemberg Tomás

Francisco Mendes da Rocha: um homem, uma família, uma história

Por Mairla Mendes, Alexandre Tomaz e Rosemberg Tomás Francisco Mendes da Rocha, filho de Raimundo Mendes da Rocha e Maria Iria da Conceição, nasceu em 25/05/1925 no Sítio Amazonas, em Ubajara. Ainda criança, morou no Sítio Murici — também conhecido popularmente como “Top” —, onde viveu boa parte da infância

ACEMES Celebra a Literatura e Anuncia Novos Encontros

ACEMES celebra a literatura e anuncia novos encontros

Por Clara Lêda A noite do dia 17 de setembro do ano em curso foi de comemoração. A Academia Cearense de Médicos Escritores reuniu-se no Ideal Clube, no espaço nomeado José Teles, in memoriam, primeiro presidente da arcádia, fundada em 13 de maio de 2015. Acadêmicos e convidados foram recebidos

Ronildo, Marcelo e convidadas da cerimônia de posse 2026

Três anos de imortalidade: legado, memória e gratidão

Por Marcelo Miranda Hoje, trago em minha fala não apenas minha gratidão por esta honra, mas também a memória de duas figuras que marcaram indelevelmente a história de nossa cidade e que, de formas muito pessoais, inspiram minha trajetória nesta Academia: Monsenhor Francisco Tarcísio de Melo e meu bisavô, o

casa do engenho velho

A casa do Engenho Velho

Por Marilene Eufrásio É um casarão de sítio, recheado de histórias do passado. Um lugar de muitos trabalhadores com muito o que se fazer e, para mim, uma criança curiosa, era um lugar cheio de encantos e ótimo para brincadeiras e estripulias. Hoje, já adulta, o casarão já não é

Fale com a gente

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *