2026: Academia abre vaga para novos membros

Estão abertas as inscrições para novos membros da Academia Ubajarense de Letras e Artes.Torne-se um imortal.

A cena cultural de Ubajara ganha um novo capítulo em 2026. A Academia Ubajarense de Letras e Artes (AULA) anunciou a abertura das inscrições para o preenchimento de novas cadeiras. Escritores, artistas e intelectuais que desejam contribuir para o fomento da identidade local têm até o dia 15 de maio de 2026 para submeterem suas candidaturas. As vagas são limitadas.

Link de inscrição na Academia Ubajarense de Letras 2026

Quem pode concorrer?

Os candidatos devem cumprir três requisitos fundamentais e simultâneos:

  • Produção Intelectual: É necessário possuir obra original (publicada ou inédita) ou ter participação comprovada em publicações que apresentem valor literário, cultural, científico ou outros.

  • Idoneidade: O candidato deve ter reputação ilibada na sociedade.

  • Vínculo com a terra: É exigido manter residência habitual em Ubajara ou possuir um vínculo reconhecido e sólido com o município.

Direitos e Deveres

Tornar-se um “imortal” da AULA vai além do título; trata-se de um compromisso ativo com o desenvolvimento social e cultural da região.

Direitos dos Associados

Os membros efetivos e fundadores gozam de plena participação democrática na instituição. Isso inclui o direito de votar e ser votado para a Diretoria e para a escolha de novos membros, além de participar ativamente de assembleias, sessões solenes e reuniões.

Um dos grandes atrativos é a possibilidade de utilizar os veículos de comunicação da Academia para publicar trabalhos de autoria própria.

Compromissos do Membro

A contrapartida exige dedicação. Os acadêmicos devem:

  1. Comparecer às sessões e reuniões da instituição;

  2. Zelar pelo cumprimento do Estatuto e do Regimento Interno;

  3. Participar ativamente das atividades literárias e artísticas da agenda anual;

  4. Representar a AULA em eventos externos quando designados.

Cadeiras disponíveis

  • Cadeira 25 – Patrono Francisco Cavalcante de Paula;
  • Cadeira 26 – Patrono Fernando Tadeu de Araújo;
  • Cadeira 27 – Patrona Lúcia Soares e Silva.

Investimento e Sustentabilidade

Para manter as atividades e o espaço físico da Academia, a instituição estabelece critérios financeiros de participação. No ato da posse, o novo membro deverá efetuar o pagamento de uma joia de ingresso no valor de R$ 300,00. Além disso, há uma contribuição mensal de R$ 30,00, destinada à manutenção dos projetos e do funcionamento administrativo da casa.

Categorias Especiais

O regimento também prevê a figura dos associados honorários e correspondentes. Eles podem participar das discussões e opinar nas reuniões, além de contarem com o suporte para publicações (conforme disponibilidade da diretoria), embora não possuam direito a voto nas decisões administrativas.

Serviço:

  • Novas vagas para membros da Academia Ubajarense de Letras e Artes (AULA).

  • Inscrições no site ubajarense.com.br
  • Prazo final: 15 de maio de 2026.

  • Destaque: Oportunidade para produtores de conteúdo literário e artístico com vínculo em Ubajara.

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Francisco Mendes da Rocha, filho de Raimundo Mendes da Rocha e Maria Iria da Conceição, nasceu em 25/05/1925 no Sítio Amazonas, em Ubajara. Ainda criança, foi se criar no Sítio Murici — também conhecido popularmente como "Top" —, onde viveu boa parte de sua infância ao lado da família. Desde muito novo dedicou-se ao trabalho rural, ajudando o pai até os 24 anos de idade e contribuindo também para a criação dos irmãos.Naquele sítio, Francisco foi companheiro do pai nas obrigações da casa e da lavoura. Assumiu, desde menino, responsabilidades próprias de um adulto — um garoto de zona rural que já carregava nos ombros o cuidado com os irmãos mais novos. Esse compromisso precoce chamava a atenção de todos ao seu redor e revelava, ainda na infância, o homem dedicado que ele seria: o mesmo zelo que dedicou aos irmãos, mais tarde dedicaria também à formação e à educação dos próprios filhos. Casou-se com Alfríza Tomaz de Oliveira, com quem constituiu uma família de 11 filhos: José Tomás da Rocha, Raimundo Tomaz da Rocha, Cosme Jucelino Tomaz da Rocha, Damião Jucelio Tomás da Rocha, Margarida Tomaz da Rocha, Mairla Mendes Tomaz, Manuel Mendes Tomaz, Ricardo Tomaz da Rocha, Marleide Tomas da Rocha, Humberto Tomaz da Rocha e Alexandre Tomaz da Rocha. Após o casamento, foi morar no Sítio Boa Vista, propriedade que era sua, onde constituiu e criou sua família. Foi um homem dedicado à criação dos filhos e ao trabalho árduo na agricultura, transmitindo a eles o mesmo empenho que marcou sua própria trajetória. Tornou-se precursor de inovações no cultivo da cana-de-açúcar, preservando e aprimorando a variedade conhecida como cana-roxa, muito apreciada pelos agricultores da época, pois a cana tradicional não apresentava o mesmo rendimento e teor de açúcar que a roxa. Tinha também grande habilidade no trato com os animais: amansava bois para puxar o engenho e transportar a cana, mantendo sempre viva a atividade canavieira de sua propriedade. Em sua casa de engenho eram produzidos diversos derivados da cana-de-açúcar — rapadura, batida e cachaça. Produzia ainda o famoso tijolo de mamão, comercializado por muito tempo nas feiras locais, e experimentou também o tijolo de jaca, aproveitando a fartura da fruta na serra. A propriedade contava ainda com uma casa de farinha, equipada com os instrumentos necessários à produção da época. Fazia de tudo um pouco na agricultura. Foi um dos primeiros da região a plantar tomate, além de se destacar no cultivo de mamão e outras frutas. Na pecuária, criava vacas leiteiras, garantindo o sustento da família e contribuindo para o abastecimento da comunidade. Francisco Mendes da Rocha — o Chico Mendes — representou todo aquele povo trabalhador e agricultor ubajarense que, geração após geração, encontrou nesta terra fértil seu sustento e sua alegria. Sua história foi a de todo trabalhador que enfrentava a lavoura cedo, inovava quando faltava o caminho pronto e se dedicava, acima de tudo, a dar aos filhos a chance de oportunidades. Tinha como meta de vida a dedicação à cultura da cana-de-açúcar, à qual se manteve fiel até o fim de seus dias, numa época em que a atividade canavieira, aos poucos, foi se afastando da região, dando lugar à migração para outras culturas. Ao inaugurarmos este Engenho, homenageamos não só sua memória, mas essa abnegação e esse amor pela cana-de-açúcar — e, com eles, todo o povo de Ubajara que, com o mesmo suor e a mesma fé, lutaram para criar seus filhos e manter viva a força desta cultura canavieira. Depois de uma vida inteira dedicada à terra, ao trabalho e à família, Francisco Mendes da Rocha partiu para a morada do Pai em 01/04/2002, deixando atrás de si um legado de esforço, inovação e amor que permanece vivo em cada filho, em cada neto e em toda esta serra que ele tanto cultivou. Autores: Mairla Mendes e Alexandre Tomaz Organização da Biografia: Rosemberg Tomás

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