Ubajara celebra o lançamento do livro “Crescendo Entre as Rosas”

Por Monique Gomes

Na última sexta-feira, 3 de outubro de 2025, o município de Ubajara, conhecido como um dos grandes berços culturais da Serra da Ibiapaba, foi palco de mais um marco literário: o lançamento do livro “Crescendo Entre as Rosas”, escrito pela empresária Lucivanda Fernandes. O evento reuniu familiares, amigos e admiradores da autora em uma tarde de celebração, emoção e inspiração.

A cerimônia aconteceu no Espaço Aromas e Flores, empreendimento idealizado pela própria Lucivanda, localizado no bairro Monte Castelo. O local, que oferece experiências multissensoriais por meio de serviços de spa, massagem, perfumaria e cafeteria, foi o cenário perfeito para um encontro que uniu arte, empreendedorismo e sensibilidade.

Lucivanda, que é CEO da Fazenda Santo Expedito e diretora da Rota Turística Mirantes da Ibiapaba, apresentou sua obra em formato intimista, cercada por mulheres que fazem parte de sua trajetória. O livro narra em primeira pessoa as vivências de uma mulher que transformou desafios em aprendizados e construiu um legado de fé, coragem e liderança no agronegócio, no turismo de experiência e na perfumaria artesanal.

Em entrevista à Camile Mendes, a autora emocionou o público ao falar sobre o significado da obra:

“Aqui tem relatos e histórias de quem cresceu estudando, teve muitas experiências, recomeços e espero que inspirem mulheres a recomeçar com o que já têm”, declarou Lucivanda.

Com uma narrativa envolvente e inspiradora, “Crescendo Entre as Rosas” convida o leitor a refletir sobre o poder do propósito, a força dos recomeços e o florescer de cada mulher diante dos desafios da vida.

“Foi uma noite marcada por emoção, cercada de mulheres incríveis que, em algum momento, cruzaram o meu caminho e deixaram sua marca. Muitas delas me inspiram até hoje… e é para elas e para todas as mulheres que escrevi estas páginas”, completou a autora.

Ubajara, terra de grandes escritores e artistas, reafirma assim sua vocação cultural ao celebrar o talento e a sensibilidade de mais uma filha ilustre da cidade. Lucivanda Fernandes, com sua obra de estreia, faz um tributo à força feminina e ao espírito empreendedor da mulher ibiapabana.

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Francisco Mendes da Rocha, filho de Raimundo Mendes da Rocha e Maria Iria da Conceição, nasceu em 25/05/1925 no Sítio Amazonas, em Ubajara. Ainda criança, foi se criar no Sítio Murici — também conhecido popularmente como "Top" —, onde viveu boa parte de sua infância ao lado da família. Desde muito novo dedicou-se ao trabalho rural, ajudando o pai até os 24 anos de idade e contribuindo também para a criação dos irmãos.Naquele sítio, Francisco foi companheiro do pai nas obrigações da casa e da lavoura. Assumiu, desde menino, responsabilidades próprias de um adulto — um garoto de zona rural que já carregava nos ombros o cuidado com os irmãos mais novos. Esse compromisso precoce chamava a atenção de todos ao seu redor e revelava, ainda na infância, o homem dedicado que ele seria: o mesmo zelo que dedicou aos irmãos, mais tarde dedicaria também à formação e à educação dos próprios filhos. Casou-se com Alfríza Tomaz de Oliveira, com quem constituiu uma família de 11 filhos: José Tomás da Rocha, Raimundo Tomaz da Rocha, Cosme Jucelino Tomaz da Rocha, Damião Jucelio Tomás da Rocha, Margarida Tomaz da Rocha, Mairla Mendes Tomaz, Manuel Mendes Tomaz, Ricardo Tomaz da Rocha, Marleide Tomas da Rocha, Humberto Tomaz da Rocha e Alexandre Tomaz da Rocha. Após o casamento, foi morar no Sítio Boa Vista, propriedade que era sua, onde constituiu e criou sua família. Foi um homem dedicado à criação dos filhos e ao trabalho árduo na agricultura, transmitindo a eles o mesmo empenho que marcou sua própria trajetória. Tornou-se precursor de inovações no cultivo da cana-de-açúcar, preservando e aprimorando a variedade conhecida como cana-roxa, muito apreciada pelos agricultores da época, pois a cana tradicional não apresentava o mesmo rendimento e teor de açúcar que a roxa. Tinha também grande habilidade no trato com os animais: amansava bois para puxar o engenho e transportar a cana, mantendo sempre viva a atividade canavieira de sua propriedade. Em sua casa de engenho eram produzidos diversos derivados da cana-de-açúcar — rapadura, batida e cachaça. Produzia ainda o famoso tijolo de mamão, comercializado por muito tempo nas feiras locais, e experimentou também o tijolo de jaca, aproveitando a fartura da fruta na serra. A propriedade contava ainda com uma casa de farinha, equipada com os instrumentos necessários à produção da época. Fazia de tudo um pouco na agricultura. Foi um dos primeiros da região a plantar tomate, além de se destacar no cultivo de mamão e outras frutas. Na pecuária, criava vacas leiteiras, garantindo o sustento da família e contribuindo para o abastecimento da comunidade. Francisco Mendes da Rocha — o Chico Mendes — representou todo aquele povo trabalhador e agricultor ubajarense que, geração após geração, encontrou nesta terra fértil seu sustento e sua alegria. Sua história foi a de todo trabalhador que enfrentava a lavoura cedo, inovava quando faltava o caminho pronto e se dedicava, acima de tudo, a dar aos filhos a chance de oportunidades. Tinha como meta de vida a dedicação à cultura da cana-de-açúcar, à qual se manteve fiel até o fim de seus dias, numa época em que a atividade canavieira, aos poucos, foi se afastando da região, dando lugar à migração para outras culturas. Ao inaugurarmos este Engenho, homenageamos não só sua memória, mas essa abnegação e esse amor pela cana-de-açúcar — e, com eles, todo o povo de Ubajara que, com o mesmo suor e a mesma fé, lutaram para criar seus filhos e manter viva a força desta cultura canavieira. Depois de uma vida inteira dedicada à terra, ao trabalho e à família, Francisco Mendes da Rocha partiu para a morada do Pai em 01/04/2002, deixando atrás de si um legado de esforço, inovação e amor que permanece vivo em cada filho, em cada neto e em toda esta serra que ele tanto cultivou. Autores: Mairla Mendes e Alexandre Tomaz Organização da Biografia: Rosemberg Tomás

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