Casa Grande dos Salvinos: História, Herança e Resistência

Casa Grande dos Paus Altos

Por Jonathan Ferreira Gomes Localizada no Sítio Paus Altos dos Salvinos, a então conhecida casa grande é resistente aos anos e às mudanças climáticas. Construída pelo senhor Miguel Ferreira Gomes (1885 – 1969), conhecido por Miguel Salvino, estimadamente na segunda década do século XX quando se casou com Josefa Rodrigues da Silva. O imóvel fica no terreno de 18 hectares que comprou do Senhor Manuel Narciso de Brito numa quantia de 500 mil réis que foi deixada como herança para a sua filha Anísia Ferreira Gomes. Conta com nove cômodos que abrigava todos os filhos e noras do senhor Miguel. O piso ainda se encontra em estado original. Há um sótão de madeira característico das casas antigas das primeiras décadas do século passado que servia como depósito de alimentos. A casa grande já foi símbolo de prosperidade: ao seu redor havia extensos canaviais e cafezais, além de um engenho e uma casa de farinha, onde se produzia os alimentos da família. Todos trabalhavam e ajudavam-se mutuamente. Nesse contexto, a família do Senhor Miguel Salvino foi uma das maiores produtoras de café, de farinha e dos demais derivados da cana de açúcar do século XX da cidade de Ubajara. Muitos moradores antigos da localidade se lembram até hoje das aulas de catecismo ministradas na casa grande pelas filhas do Miguel: a Anísia e a Francisca. Ao longo do tempo, a casa sofreu alterações, tais como o acréscimo de dois cômodos extras para acomodar seu filho Vicente Ferreira Gomes e sua esposa, na ocasião do casamento dos mesmos. Passou por mudanças em suas paredes para a instalação de energia elétrica. Já mais tarde foi residência de sua neta Maria das Graças Silva com sua família, seu marido e seus sete filhos. Atualmente a casa pertence ao neto do senhor Miguel, o senhor Francisco Ferreira Cunha, que a comprou de sua tia-avó Anísia. A casa grande atualmente encontra-se desabitada e tomada por morcegos. Suas paredes e pisos ainda continuam perfeitos, tendo sido feitas algumas intervenções em sua constituição como a colocação de portas adicionais e janelas por parte da Senhora Maria das Graças Silva. Não há uma manutenção diária dos cômodos, mas algumas telhas são repostas de vez em quando devido caírem com o tempo por conta de ventanias e chuvas fortes. As paredes sofreram algumas alterações sendo colocadas emendas de metal para amenizar algumas rachaduras que apareceram com o decorrer do tempo. Não há ocorrência de atos de vandalismo, como pichações ou depredação. Nesse contexto, a casa grande é a única que sobreviveu ao tempo ficando de pé para relembrar o passado longínquo dos seus antigos donos. Ela não pode ser substituída ou perder-se no esquecimento. Ela é única na comunidade Paus Altos dos Salvinos, sendo admirada e respeitada por todos os moradores que conhecem a sua história. REFERÊNCIAS: Arquivo Público do Estado do Ceará. Processo de Demarcação de Terras: Villa de Ubajara – Sítio Paus Altos: 1923-1924. Fortaleza – CE. Acesso em março de 2017. Inventário de partilhas de bens, 1970. Miguel Ferreira Gomes. Fórum Municipal de Ubajara. Acesso em abril de 2017. Relatos Orais dos moradores do Sítio Paus Altos: Edgar Cunha Silva, in memoriam (1922 – 2022); Expedito Ferreira Gomes; Francisco das Chagas Ferreira; e Maria das Graças Silva. Jonathan Ferreira Gomes é licenciado em Física pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2011); especialista em Metodologia de Ensino da Física pela Faculdade Integrada da Grande Fortaleza (2013); e em Gestão Escolar pela Faculdade Futura (2021). É Mestre em Ensino de Física pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) do Campus Sobral (2022). Atualmente é professor de Física das escolas EEM Professora Rosa Martins Camelo Melo e EEM Monsenhor Melo do município de Ibiapina.

A importância da história local

A importância da história local

Por Teresinha Araújo Moura, trecho da monografia apresentada à Coordenação do Curso de Licenciatura em História do Instituto de Teologia Aplicada – INTA. De acordo com Vieira, (1992, p. 122), a Serra de Ibiapaba, situada em meio a uma região de clima ao semi-árido nordestino e a noroeste do estado do Ceará, impressionam aos visitantes devido a sua beleza entre ambientes e lugares tão naturais. O tabuleiro da Ibiapaba ou conhecida mais popularmente como a Serra Grande é formada, geograficamente e politicamente, atualmente, se estende de um eixo montanhoso com início a 40 km do litoral e se avança 110 km em território cearense compreendendo as cidades de Carnaubal, Croatá, Guaraciaba do Norte, Ibiapina, São Benedito, Tianguá, Ubajara e Viçosa do Ceará. Foi nesse meio natural deslumbrante considerada como um paraíso arrodeada de caatingas que veio a se formar um dos resguardos missionários da Companhia de Jesus no Brasil, que era além das missões do Paraná-Uruguai. Segundo a carta anual de 1696, firmada pelo padre Miguel Antunes, havia na região Norte, mais precisamente no Estado do Maranhão cerca de 11.000 almas que eram gerenciadas pelos jesuítas; na capitania de Pernambuco existia cerca de 6.700 índios, sendo que 4.000 estavam presentes nas aldeias da Serra Grande. (SERAFIM, 1945, p. 321). De acordo com Studart (1960, p. 53), esses dados numéricos auxiliam de certa forma a entender o empenho com que os missionários portugueses que foram designados para o Maranhão assimilaram a região, domínio não explorado ainda dos portugueses, no início do século XVII, mas que já havia despertado o interesse dos franceses para a formação da França Equinocial. Por esse motivo que os investimentos catequéticos contassem com o apoio de várias autoridades colonialistas para anexar por terra caminhos e comunicação entre o Estado do Maranhão e Grão-Pará ao Estado do Brasil. Em torno de toda a metade do século XVII, a capitania do Ceará e, notavelmente as Serras da Ibiapaba, representavam, em documentos produzidos, a uma fronteira que deveria ser incorporada sem exceção ao império português. Assim, alega-se o uso da figuração Serras de Ibiapaba para se atribuir a essa região a noroeste da capitania do Ceará fosse compreendida como uma região colonial, espaço social de interação histórica, com participação de diferentes agentes coloniais. Se a região possui uma localização espacial, este espaço já não se distingue tanto por suas características naturais, e sim por ser um espaço socialmente construído, da mesma forma que, se ela possui uma localização meramente temporal, este tempo não se distingue por sua localização meramente cronológica, e sim por um determinado tempo histórico, o tempo da relação colonial. Deste modo, a delimitação espaço-temporal de uma região existe enquanto materialização de limites dados a partir das relações que se estabelecem entre os agentes, isto é, a partir das relações sociais·. (MATTOS, 1990, p.24). Assim, a região colonial era produto da influência de uma política colonialista com objetivo agregar a região das Serras de Ibiapaba, em um pensamento de ampliação territorial como uma conquista do Império português. Logo, essa região colonial era mais um que simples meio produtivo, mas sim um conjunto de elementos essenciais tendo como causa de sua integração essas referências. As diversas configurações de organização dos grupos indígenas, compostas pelas políticas indigenistas por meio da aldeia, um ambiente que se constituía restritamente cristão, representou, uma das precauções da Coroa como meio de conservação de suas possessões, até a mais remota região que fosse. Na época existiam inconstantes que moldavam duas variáveis históricas; a aldeia e a vila e que refletiam as práticas estabelecidas aos índios e que também participaram, estruturando métodos que possibilitassem, de alguma forma, afirmasse-se uma atmosfera de exercícios de sua identidade, ainda que houvesse a circunstância de dominação. O sistema de ação catequética da Companhia de Jesus era desvirtuado com as iniciativas da Coroa, ou seja, a atuação missionária dos missionários constituía-se como uma parte dos princípios a de dominação. Por volta do século XVII, ocorreram três empreendimentos sem sucessos de aldeamento com os índios nas Serras de Ibiapaba. Primeiramente, com os padres Francisco Pinto e Luiz Figueira nos anos de 1607-1608, que, foram mandados devidos a ordens da Companhia de Jesus no Brasil, tendo como representantes Fernão Cardim e do governador geral do Brasil, Diogo Botelho, formularam a campanha missionária em sentido ao Meio-Norte colonial. O missionário explorado na lida catequética com os índios do Rio Grande, o padre Pinto, é capturado na memória jesuítica como precursor e criador das missões no Maranhão e que estabeleceu um padrão mantido pelos jesuítas nas investidas missionárias ao sertão colonial. O desfecho dessa campanha missionário culminou na morte violenta do padre Francisco Pinto em 1608 que foi morto a pauladas pelos índios Tarairiú. (STUDART, 1903, p 47). Segundo os estudos de Monteiro (1994, p. 129), as investidas jesuítas não pararam. No período de 1656 a 1662 houve a segunda tentativa, em os missionários estiveram entre os índios através do comando do padre Antônio Vieira que o responsável e visitador das missões maranhenses. Quando enfim o resguardo cristão foi estruturado nas Serras da Ibiapaba por meio do Antônio Vieira, a campanha denominou-se de São Francisco Xavier, provável homenagem a um dos idealizadores da Companhia. Atenta-se que esse momento foi propicio a muitas disputas na região do Estado do Maranhão, entre os jesuítas e os colonos e representantes do poder local que mantinham concentrada a mão-de-obra indígena. Assim, é possível se dizer que o fracasso dessa investida estava relacionado a todo um conjunto de conflitos que firmaram a presença jesuítica. A investida final dos inacianos de fixação de um reduto propagador cristão junto aos nativos deu-se em 1691, com o do padre Manuel Pedroso e seu companheiro, padre Ascenso Gago. No dia 15 de agosto de 1700, devido a uma consequência de uma reunião entre grupos indígenas e representantes importantes, foi instituída a Aldeia de Nossa Senhora da Assunção nas Serras da Ibiapaba, que ficou sob o comando dos missionários jesuítas até 1759, quando foram expulsos de todo o mando dos portugueses. Com comando laico

Pássaros e Plantas: Reflexões sobre Relacionamentos

Pássaros e Plantas, artigo de Marcelo Miranda para a revista da Academia Ubajarense de Letras e Artes

Por Marcelo Miranda Os relacionamentos, assim como as interações entre pássaros e plantas, exigem um equilíbrio delicado entre liberdade, escolhas e cuidados. Esses elementos, quando bem administrados, criam um ambiente onde tanto as pessoas quanto as relações podem florescer. A Liberdade dos Pássaros Os pássaros representam a liberdade, com sua capacidade de voar e explorar o mundo. Eles são livres para buscar novos horizontes, mas sempre retornam aos lugares onde encontram segurança e conforto. Cuido do ambiente para que os pássaros, livres, tenham o desejo de voltar. Assim, vejo os relacionamentos como um espaço onde a liberdade deve ser valorizada. Em um relacionamento saudável, cada pessoa deve se sentir livre para ser quem é, sabendo que há um lugar seguro ao qual sempre pode retornar. A liberdade, nesse contexto, não é o oposto do compromisso, mas sim a confiança mútua que permite que ambos os parceiros cresçam e se desenvolvam. Tal como os pássaros que escolhem voltar a um lugar onde se sentem bem, as pessoas em um relacionamento retornam à conexão quando sabem que ela é nutrida pelo respeito e pela confiança. As Escolhas que Nutrem As plantas, com suas raízes profundas, representam as escolhas que fazemos diariamente. Cada decisão de nutrir e cuidar delas resulta em crescimento e florescimento. Regar as plantas, cada uma com sua necessidade diferente de quantidade de água, me lembra que tenho que regar o relacionamento diariamente. Assim como cada planta exige um cuidado único, cada relacionamento também precisa de uma atenção particular. É importante reconhecer que não existe uma fórmula única para todos os relacionamentos; cada um tem suas próprias necessidades e desafios. As escolhas que fazemos para apoiar, entender e cuidar do outro são os nutrientes que mantêm uma relação saudável e forte. O Cuidado Contínuo O cuidado é o que mantém a vida presente, tanto nas plantas quanto nos relacionamentos. Um jardim bem cuidado prospera e se torna um lugar de beleza e refúgio. Da mesma forma, um relacionamento bem cuidado floresce, trazendo alegria e realização para ambos os parceiros. Regar as plantas me lembra que, da mesma forma, precisamos regar nossos relacionamentos com atenção e dedicação. Cada gesto de carinho, cada conversa sincera e cada momento de apoio é uma gota d’água que ajuda a manter a conexão viva e forte. Pássaros e plantas nos ensinam muito sobre o equilíbrio necessário em um relacionamento. A liberdade de ser, as escolhas conscientes e o cuidado contínuo são essenciais para criar um vínculo forte e duradouro. Quando cuidamos do ambiente de nosso relacionamento, assim como cuidamos de um jardim, criamos um espaço onde o amor pode crescer e prosperar, e onde sempre haverá o desejo de voltar, como os pássaros que encontram segurança em um lugar familiar. Tento fazer disso um exercício diário!

São José 314

São José ônibus artigo de Melissa Vasconcelos para a revista da Academia Ubajarense de Letras e Artes

Por Melissa Vasconcelos Meu corpo escreve em Ubajara; minha cabeça se sente em Guaratinguetá, cidade onde meu pai se formou na escola de especialistas da aeronáutica; cidade que marca a publicação de meu primeiro livro, guiado e acolhido por uma editora de Guaratinguetá. Os tempos e as pessoas são cruzamentos que se encontram na linha de previsão, não fugindo daquilo que Deus prepara para cada um. E façamos de conta que escrevo esse texto em traslado, no ônibus São José 314, que guiava os alunos da escola de especialista do Rio a São Paulo. Nesse caso, ligo-me de Ubajara aonde meu texto me levar. Na ciência, há uma área de estudo para cada coisa que alcança a mente humana: para os pensamentos, a psicologia. Para as leis, o direito. Para as palavras, o português. E assim, vários ramos foram criados para cada setor que o humano é capaz de alcançar. Bom, estamos aqui, leitor e escritora, em dias distintos: Eu, no dia 15 de janeiro, na escrita de um novo texto para a revista virtual que até você, leitor, chega… sabe-se lá em qual dia, mês ou ano! Aqui, vemos mais uma criação humana, mais um estudo embasado pela ciência, a tecnologia. Neste dia em que escrevo este texto que chega ao seu alcance, a previsão de tempo para os dias e meses seguintes é de chuva. E adivinha o próximo verso da prosa? A meteorologia, a ciência da atmosfera terrestre, da dinâmica, do estado físico e químico, as interações estudadas em cada partícula para desenhar a preparação ao tempo, faça chuva ou sol. Eu, sem propriedade, posso falar da meteorologia com ignorância, e de meu pai com a certeza de sua sabedoria. Escrever me dá a vantagem de criar máquinas do tempo, eternizar dias que não foram meus e criar ventos imaginários. Era o ano de 1989, quando um mucambense retirava-se de seu torrão e se enveredou, aos dezenove anos de idade, aos solos paulistas. Ali, fez morada em Guaratinguetá por exatos dois anos, dando início ao seu futuro profissional; e, na minha total imparcialidade de filha, acredito ter sido meu pai um dos mais competentes e inteligentes de sua área. Porém, nem o mais inteligente do mundo possui o domínio de todas as áreas ou de seus respectivos conhecimentos. Por que? Porque existem mundos que não conhecemos, acontecimentos que fogem dos fatos, tudo aquilo que escapa da ciência; toda a ciência é ficção humana no pós contrato social, e até o próprio contrato social é posterior a alguma invenção humana. Nossas mentes sempre foram imagéticas – aqui mora a civilização humana em sua completude. Mas… sempre existe o mais, o além, o que não podemos entender. Não conhecemos todas as palavras, não sabemos de todas as leis, não temos domínio sobre as pragas, epidemias e doenças que ainda surgirão, e há fenômenos que o ser humano não se torna capaz de explicar, por não ser o detentor da criação. Somos a partícula da natureza, na falha tentativa de domar um território que, na verdade, não é nosso; uma vida, um inteiro desconhecido cego ao cérebro humano, que refugia e conforte seu coração em Deus para compreender aquilo que somente Ele é dotado das próximas páginas e dos capítulos seguintes, os direitos autorais de tudo que escapa do nosso entendimento está nas mãos do Altíssimo. Por isso, ao prendermos nossos corações às invenções autorais, perdemos a caneta, o papel e as páginas anteriores já escritas. Do cético ao crente, nenhum livro se mantém vivo sem a proteção das origens, sem o curvar-se ao Pai, nenhum castelo interior prossegue seu alicerce sem o pavimento da construção. No livro “Castelo Interior”, Santa Teresa de Jesus nos diz que, como almas resgatadas pelo Sangue de Cristo, devemos reconhecer a própria miséria e ter dó de nós mesmos, e que as almas sem oração são como um corpo paralítico, que, embora tenha pés e mãos, não pode comandá-los. Um corpo que não se comanda, não se conhece. Uma cabeça que pensa sem o coração se perde, e um coração que sente sem o controle da cabeça, morre. Não é possível se conhecer sem deitar-se de onde se veio, sem seguir os passos Daquele que nos trouxe a vida. Acreditar nas próprias ideologias, enganar-se sobre a onipotência humana, criar um mundo onde há o eucentrismo derrubará qualquer um, independentemente de qualquer filosofia de vida, no começo ou no fim, mas não o destruirá. E trago uma boa notícia: as derrubadas são provisórias como as séries de fundamental e os cursos de faculdade pelos quais passamos para domar os primeiros pensamentos científicos. A inteligência confunde derrubar com destruir: aquilo que se derruba em partes é remendado, como os pontos de uma cicatriz. Aquilo que se destrói é recomeçado do zero, do princípio da matéria ou da imaterialidade. Muitas vezes, somos derrubados para que consigamos enxergar, lá embaixo, o que não conseguimos enxergar quando estamos no topo de nossos juízos e juízes: a Fé. Deus não nos destroi, nós derrubamos os nossos edifícios, desde o início, ao construirmos suas bases sem Fé, esquecendo de nossas origens, como um filho que abandona e rejeita seus pais, como uma mãe que abandona sua família por cegueira mental. Então, não caia a chuva em todas as previsões de meu pai, por maior que fosse sua competência, pois nem tudo estava dentro de seu discernimento e controle, bem como não se chove todos os dias em que a previsão de tempo aponta chuva de segunda a sexta em Ubajara, nos tempos de solstício. Entreguemos nossos trabalhos, textos, dias, corações e mentes aos Céus, pois em nenhum ônibus São José serão transmitidas de volta à base de quem se perde na própria arrogância. Sendo castelo, escola de especialistas, academias de letras, tribunais de justiça ou hospitais, baseamos nossas estruturas em Deus, esperamos Nele, pois Dele, que mora no coração de cada um, procedem as fontes da vida. Qualquer São José 314 recai no meio do caminho sem fé; mas aquele

Conheça Luizita e sua turma na Gruta de Ubajara

Luizita na Gruta de Ubajara, livro de Clara Leda

Por Clara Leda Luizita e sua turma na Gruta de Ubajara é um livro infantil escrito pela acadêmica Clara Lêda. A escritora nasceu e viveu os 13 primeiros anos de vida em Ubajara, porém, já era sua manjedoura, seu castelo, seu melhor pedacinho do mundo, porque, nada que conheceu, até hoje, foi capaz de roubar o bem querer por sua terrinha. Costuma dizer que o coração do mundo pulsa em Ubajara. O título da história recebe o nome de uma das muitas amigas de infância com quem brincou de pular corda e de pedrinhas do sertão na calçada do Seu Zé Lopes; pega-pega ao redor da igreja e pela pracinha: Luizita. Ela, irmã de Ana Júlia, Meton, Joaquim, Rosa de Lourdes, Fátima, Natércia e, também amiga de Zeneida, Fátima Magalhães, Gorete, Virgínia, Augusta Maria… Naquele tempo, dias e noites tinham magia, eram encantados. É grata a Sá Mariquinha, a Sá Antônia pelas tantas histórias narradas. Ilustra citando a do dragão que lançava fogo pela boca para proteger uma princesa. Através delas recebeu rica contribuição: aprendeu a criar suas próprias histórias. Além da literatura infantil, Clara Lêda é poetisa, contista, cronista e romancista. Quer conhecer a história da Luizita e sua turma na Gruta de Ubajara? Envie um e-mail para claraleda@gmail.com

Carta do ubajarense José Maria Fernandes

Carta de José Maria Fernandes a Ubajara

Por José Maria Fernandes, 22 de janeiro de 2025 No momento em que recebo a grande distinção de ser homenageado pelos amigos da Academia Ubajarense de Letras e Artes de Ubajara, gostaria de fazer uma sucinta exposição de todas as escolas que funcionaram em Ubajara, a partir de 1910, ou seja, antes da conquista da autonomia do município, antes distrito de Ibiapina, que ocorreu a 24 de agosto de 1915, até 1960. ​A primeira escola pública da cidade foi construída em 1944, pelo governador-interventor Dr. Menezes Pimentel, e teve o título de Escolas Reunidas de Ubajara, cuja utilidade foi grande, inclusive para apresentações de teatro e cinema. Foi ali onde, o professor Edmundo Macedo encenou a peça “O Ébrio”, interpretada pelos irmãos Zequinha Souza e Maria Helena. ​Antes da modesta Escolas Reunidas, que virou residência, a escola particular mais famosa foi da professora Marocas Perdigão, a quem se deve a preparação de grandes intelectuais da cidade, a começar por Raimundo Magalhães Júnior, que chegou à Academia Brasileira de Letras. Ela preparou com total eficiência quase duas gerações de ubajarenses. ​É preciso fazer justiça a outro professor primário que prestou enormes benefícios à Educação, a uma cidade que apenas começava a se desenvolver. O respeitado e estimado professor Joaquim Furtado, que por mais de 30 anos manteve a sua inesquecível escola rural, iniciada no Sítio do Meio, e que resistiu até 1970, na localidade do Pitanga. Foi ele quem realizou o primeiro desfile cívico com seus alunos nas ruas de Ubajara, com cena de proclamação, Príncipe D. Pedro e tudo. ​Outra figura, “caída do Céu” dos Inhamuns foi o professor Francisco de Assis Feitosa, que foi definitivamente “adotado” pela cidade, sendo que da sua Escola Cesário Costa saíram incontáveis estudantes para escolas civis e militares da capital cearense e outras metrópoles. Foram 15 anos em que ele, com cultura e segurança, transformou alunos em oficiais das Forças Armadas, engenheiros, médicos, advogados e outras carreiras importantes. Outras Escolas foram criadas, antes que que pudéssemos contar com os cursos ginasial e de segundo grau. Em 1953, na tentativa de se criar um Ginásio, equiparado ao D. Pedro II – RJ, uniram-se jornalista Manuel Miranda, Padre Moacir, vigário da Paróquia, jornalista Ubatuba de Miranda, professor Hemetério e Eudes Menezes, criaram o Educandário Frederico Ozanam, que seria a semente do nascedouro do Colégio planejado. Mas, a ideia teve vida curta. Funcionou na Escolas Reunidas. Também Vale registar tentativa do Padre Moacir que, aproveitando a boa estrutura da Sede da Irmandade de São Vicente de Paula, tentou levar m frente uma pequena, mas, bem instalada Escola São Vicente que mesmo contando com a colaboração do professor Hemetério e a professora e artista Alaíde Holanda, não foi adiante, à falta de maior apoio e de recursos. ​Por ter sido testemunhe a partícipe de algumas escolas de Ubajara, decidi oferecer à Academia essa modesta contribuição, cujo objetivo maior e mais importante é o de ajudar a evitar que os esforços dos educadores do passado do passado de Ubajara no campo da Educação sejam atirados no rol do esquecimento. Muito tem sido feito recentemente, o que poderá ser melhor testemunhado por aqueles que vêm acompanhando de perto os notáveis avanços no campo da Educação e da Cultura na nossa terra, modesta, mas, motivo do nosso orgulho. ​Muita gratidão a todos os que lembram o meu nome como ubajarense homenageado, sempre disposto a mostrar todo o amor pela minha Ubajara.

Diário de um velho

Artigo de Manoel Ferreira de Miranda, ubajarense ilustre

Por Manoel Ferreira de Miranda, 02 de Agosto de 1951. Artigo cedido por Marcelo Miranda. Hoje, 02 de agosto de 1951, quando completo 65 anos de idade, dou começo a este diário. Se nada poderia eu dizer do passado, menos ainda terei que dizer daqui por diante, que o tempo e a vida que me resta, sei-o é bastante pouco, e muitos são os afazeres que tenho sobre os ombros. Antes, porém, de dar início a estas páginas anotando as impressões que tiver, e que o farei com toda sinceridade, pois, que aqui falarei de mim para mim mesmo, quero fazer um retrospecto sobre a minha vida pregressa. Nasci em Granja, a 02 de agosto de 1886, em pleno regime monárquico. Fiquei órfão de mãe aos dois anos, não tendo, portanto, a menor lembrança de minha mãe. É esse desgosto íntimo que me acompanha na vida. Meu pai, Antônio Ferreira de Miranda, contraiu segundas núpcias com a Sra. Joana Carneiro de Aguiar, filha do Sr. Raimundo Antunes de Aguiar e de D. Maria Carneiro Aguiar, passando então a residir no lugar de Canto Grande, propriedade do sogro, do município de Granja, distante duas léguas de Almas, abundante praia esta, em peixes. Neste lugar passei a minha primeira infância despreocupado e feliz, quando contava os meus 12 para 13 anos de idade. Lembro-me ainda, com saudades, das caçadas que ali fazia, de machado às costas, acompanhada por uma cachorrinha danada por preás, aliás a minha caça predileta. Eu era exímio caçador de abelhas. Nas minhas diárias excursões venatórias, conduzia sempre uma cabaça de gargalho atada à cintura, colhida do oco das umburanas. Certa vez cheguei a descobrir uma colmeia, da qual tirei a vasilha pela boca, simplesmente observando o rumo que tomavam as operárias, quando os pezinhos cheios de barro, alavam-se das poças dos caminhos. Fui ainda um grande pescador. Quantas e quantas vezes não trazia para o lar, bonitas cambada de peixes fisgados pelo meu anzol mágico! Quando as marés enchiam, naquele rio, cujas as nascentes vinham das Cabeceiras”lá estava eu lépido, à beira d ́água contemplando os graciosos cavalos-marinhos que enfronhados, subiam na corrente. Certa vez escapei de morrer numa dessas minhas pescarias. Debruçado à borda do rio, de linha amarrada a um dos pés, estava, cochila não cochila, quando senti-me fortemente arrastado para o leito do rio que, profundo, de águas revoltas, ameaçava tragar qualquer vivente. Felizmente, a linha partiu-se, quando já me encontrava com água pela cintura. Algum feroz habitante daquelas profundezas engolira meu anzol, com isca e tudo, levando o pedaço de cordão que procurara trinar mais consistente com sumo de folhas verdes de mangue. Conhecia bem o métier da pesca, acompanhando os velhos pescadores, pela noite a dentro, na tapagem das cambôas, no estender das redes quando era hora do preamar. Outra cousa em que era perito era no arrancar dos caranguejos dos buracos em que viviam, à sombra das viridentes florestas aquáticas. Sem temos algum passava querosene no rosto para evitar a picada dos mosquito, e, chapinhando na lama, atolando-se até os joelhos, lá se me botava por aquelas paragens inçadas de quaixinis, introduzindo aqui e ali o braço todo nos burados(sic) dos caranguejos, donde os arrastava, enormes, com as suas tesouras aguçadas, até encher o urú de palha de carnaúba. E os meus andares em busca das frutas silvestres? … No tempo dos cajús, longe de casa, nuns pés só de mim conhecidos, e que eram os que davam frutos mais doces e cheiroso(sic), que delícia! Na época dos muricis, cuidava bem de uns, colhendo-os, a fartar, por aquelas chapadas sem fim. Quando amadureciam as ubias e as maria-pretas, regalava-me bastante com elas. Não parava quase em casa. Minha vida era no mato fazendo fojos, procurando ovos de nambús. Meu pai que nesse tempo tinha negócios com José Firmo da Frota, de Granja, tipo de homem empreendedor e progressista, que, se não me engano, foi o primeiro a montar, naquela cidade, uma fábrica de descascador de algodão e fazer embarque de ossos para a França, comprou-me, certa vez, uma espingardinha passarinheira. Com esta arma abati muita avoante nos bebedouros, e muito periquito quando aos pares se beijavam nas moitas de mofumbo. Nunca me esqueço, porém, e ainda hoje sinto deste remorso, do momento em que imprensada e cruelmente descarreguei aquela arma sobre uma mimosa rolinha fógo pagou, que arrulhava ternamente junto ao filhote, num ninho construído com amor num galho de um marmeleiro, isto e o fato de quase ir matando um dia meu irmão Florentino, quando experimentava brincar o gatilho, fizera com que eu tomar tal aversão à lazánia, que nunca mais dela quis saber. Do Canto Grande onde passei os primeiros dias da adolescência, guardo saudosas lembranças. Não posso esquecer a velinha Maria Carneiro, sogra do meu pai. Tive nela a minha melhor amiga. Vi nela a imagem de uma verdadeira mãe. Era ela que me protegia, que reservava para mim os melhores quitutes. Ainda hoje, e já se vão 65 anos, tenho profunda saudade dessa santa criatura. Minhas correrias pelos amplos e planos salgados todas as tardes espantando os aratús que, céleres, metiam-se nos seus furos pela terra a dentro, são inesquecíveis! Ativo, gozando ótima saúde, respirando aqueles ares puros da floresta, banhado de sol, saturado de iodo pelas emanações de águas marinhas, embrenhava-me nas selvas escuras, armando fojes nas veredas dos preás, e as vezes, mergulhando na água quente dos poços, baldeando-a até embebedar as saúnas que ali haviam ficado na baixa das marés. Muitas vezes estendia-me no chão à sombra de uma árvore qualquer passando horas inteiras a contemplar as nuvens que, no alto, rápidas corriam. Tinha, então, um desejo doido de desvendar o mistério das cousas! Queria saber, conhecer algo. Foi quando se declarou a seca dos 900. A terrível catástrofe estalou, terrível, mas eu só tomei conhecipelo fato de ver a dificuldade com que se adquerida a própria água de beber. Tínhamos que ir busca-lá no lugar chamado Izidoro, distante de Canto Grande uma boa

Academia Ubajarense empossa nova diretoria

posse da nova diretoria da Academia Ubajarense de Letras e Artes

Por Monique Gomes Ubajara. A Academia Ubajarense de Letras e Artes (AULA) realizou, no último dia 22 de janeiro de 2025, a cerimônia de posse da nova diretoria no Auditório José Parente da Costa, na Câmara de Vereadores. O evento reuniu autoridades, acadêmicos e convidados em uma noite marcada por homenagens e reforço do compromisso da instituição com a valorização da cultura local. A AULA, fundada em 16 de dezembro de 2023, tem como missão preservar, incentivar e promover as letras e as artes, honrando os valores culturais e históricos do município. Sua criação representa a concretização de um sonho inicialmente idealizado por Monsenhor Francisco Tarcísio Melo (in memoriam), pioneiro na visão de uma instituição dedicada à cultura. Agradecimento do ex-presidente Francisco Jácome, ex-presidente da AULA, expressou sua gratidão pelo período à frente da instituição e destacou as conquistas alcançadas: “Sou grato por terem me aceitado como presidente e como membro da Academia. Grato por terem me ajudado a dar vida à AULA, por ela existir e estar dando seus pequenos passos. Grato por realizarmos um sonho de muitos que não conseguiram, por termos adquirido um terreno para a construção da nossa sede e criado um site próprio para divulgar nossos feitos.” Presença de autoridades e entrega de comendas A solenidade contou com a presença de diversas autoridades locais, incluindo o prefeito de Ubajara, Adécio Muniz; o vice-prefeito José Roberto; o presidente da Câmara de Vereadores, Emílio Silva; Maiza Araújo, assistente da juíza da comarca; Dr. Maxwel França, promotor de justiça; Frank Castro, representante da arte ubajarense; Jamile Góes, secretária de Cultura; Lione Silva, secretário de Educação; Padre Carlos Alberto; Pastor José William; Dr. Mário de Oliveira, diretor do IFCE; e Ulisses Pereira, representante da Maçonaria. Durante a cerimônia, o novo presidente da AULA, Nicollas Aguiar, realizou a entrega de comendas a personalidades que se destacaram por sua contribuição à cultura e ao desenvolvimento da Academia. Os homenageados foram: José Maria Fernandes – representado por Dr. Pedro Henrique; Dra. Maria Graciema Fernandes Siqueira, Francisco Jácome Sobrinho e Joaquim Aristides Neto. Discurso do novo presidente Em seu discurso de posse, Nicollas Aguiar prestou uma homenagem a Fernando Tadeu, figura importante da história de Ubajara, falecido recentemente. O presidente ressaltou a importância da preservação da memória histórica do município: “Quando um idoso falece, é uma biblioteca que se incendeia, como diz o ditado. Quantos idosos faleceram e quantas bibliotecas já foram incendiadas? Temos que fazer uma busca ativa. Será que os alunos sabem da importância do Pedro Ferreira de Assis ou do Padre Monsenhor Tarcísio? A história de um povo é muito importante.” Além disso, o acadêmico Ronildo destacou o lançamento do site oficial da AULA, um novo canal para divulgar as ações da instituição e manter viva a história de Ubajara. A posse da nova diretoria da Academia reafirma o compromisso do grupo com a cultura local e o fortalecimento das letras e das artes, garantindo que a tradição literária e artística de Ubajara continue a ser preservada e incentivada para as futuras gerações. Membros da nova diretoria Presidente: Nicollas PereiraVice-presidente: Luciano Jácome de Melo;Secretário: Ronildo Nascimento da Silva;Tesoureira: Teresinha Araújo Moura;Diretora de Publicações e Comunicações: Monique GomesConselho Fiscal: Joaquim Aristides Neto, Clara Lêda de Andrade e Werllem Fontenele.

Empresas são homenageadas por 50 anos de atuação

CDL Ibiapaba homenageia ubajarenses

Por Monique Gomes Na noite de 27 de dezembro de 2024, o Hotel Fazenda Engenho Velho, em Ubajara-CE, recebeu os associados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da Ibiapaba para uma confraternização. O evento celebrou a trajetória de duas empresas que completaram 50 anos de história e dedicação à região, homenageadas com a Moção de Aplauso, comenda concedida pelo sistema CNDL para reconhecer a relevância de serviços prestados à comunidade. Os agraciados da noite foram a Odonto Viana, representada pelo Dr. Antônio Viana Vasconcelos, e a empresa Irmãos Pereira e Cia Ltda. Durante a cerimônia, depoimentos e históricos das duas instituições emocionaram o público presente, reforçando a importância de suas contribuições para o desenvolvimento local. Dr. Antônio Viana Vasconcelos, natural de Sobral e filho de Moisés Cavalcante Vasconcelos e Francisca Giomar Vasconcelos, formou-se em Odontologia em 1974. Um dos pioneiros da área na Serra da Ibiapaba, construiu uma carreira marcada pelo comprometimento e pela qualidade no atendimento, consolidando um legado de excelência ao longo de cinco décadas. Já a Irmãos Pereira e Cia Ltda foi fundada em 23 de junho de 1973 por Domício Pereira, que iniciou a empresa com uma pequena criação de aves. Com o passar dos anos, a produção cresceu, acompanhando a demanda do mercado. Hoje, a empresa se destaca como a terceira maior do setor avícola no estado do Ceará, empregando cerca de 200 colaboradores diretos e 30 indiretos. Durante o evento, também foram lembrados nomes importantes na trajetória da empresa, como Fernando Sérgio Costa e Sávio Pereira de Sousa. A confraternização contou com a presença de representantes de diversas entidades parceiras, como Banco do Nordeste (BNB), Banco do Brasil (BB), Academia Ubajarense de Letras e Artes e Maçonaria. Durante a solenidade, foi destacado o trabalho da FCDL-CE e da CDL Ibiapaba por meio do programa Jornada da Integração, que visa facilitar o acesso ao crédito para o desenvolvimento das empresas da região. Ao final da noite, os organizadores reforçaram os votos de um ano novo próspero, repleto de saúde e paz para todos os presentes e para a comunidade da Ibiapaba.

Quarta edição do Piquenique Literário é realizada

Piquenique Literário Ubajara Academia Ubajarense de Letras e Artes

Por Monique Gomes Praça do Índio, no Bairro Domício Pereira, foi palco para a quarta edição do Piquenique Literário na tarde do dia 18 de janeiro de 2025. O Piquenique Literário é um projeto de fomento à leitura promovido pela Associação para o Entretenimento Comunitário – ASSECOM em parceria com a ONG Geloteca, Associação do Bairro Domício Pereira, Associação Morcegos em Ação, Baú de Leitura da Vó Bia e agente de Saúde Hosana. Além de leituras individuais e coletivas, as crianças participaram de brincadeiras, como: Caça ao Tesouro, jogos de xadrez e outras, como a atividade desenvolvida por Isadora Melo, “Alô, Comadre!”. A proposta é fazer com que duas crianças leiam uma para outra por meio de aparelhos telefônicos. O projeto é idealizado por Ronildo Nascimento. “A Arca das Letras está cadastrada como Biblioteca Comunitária junto a BC – Biblioteca Central do Estado do Ceará e frequentemente recebe livros para renovar e reforçar o acervo”, informou Ronildo. Incentivar o hábito da leitura desde a infância é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Afinal, é por meio da leitura que as crianças expandem o vocabulário, aprimoram a compreensão textual, desenvolvem a criatividade e a imaginação, além de fortalecerem os laços sociais ao compartilharem histórias e experiências. O Piquenique Literário se consolida como um importante espaço de aprendizado e lazer, proporcionando momentos mágicos de contato com o universo dos livros. “No mês de Julho nós faremos uma nova edição. aguardem” – informou Ronildo, membro da ASSECOM e acadêmico na Academia Ubajarense de Letras e Artes. Todos os participantes receberam uma fitinha branca em alusão ao Janeiro Branco, mês de conscientização sobre a importância da saúde mental. No encerramento, cada criança levou um livro de sua escolha para ler em casa. O evento contou com a participação de Patrícia Xavier, Presidente da Associação Comunitária do Bairro Domício Pereira; Wescley Anderson, presidente da ASSECOM; Carlito e Fátima Nascimento, presidente da Associação Morcegos; Antônio Maria, Rosa, Soraia e acadêmicos: Ronildo Nascimento, Teresinha Moura, Nicolas Aguiar, Werllen Fontenele e Monique Gomes.